Prós e Contras de algumas dietas
Resultados rápidos nem
sempre significam resultados duradouros e saudáveis Existe uma quantidade
crescente de dietas que variam de acordo com a criatividade de seus
idealizadores: dietas das proteínas, dieta da “USP”, dieta da sopa, dieta da
fruta, dieta do glúten, dieta do índice glicêmico,
dentre outras.
Como podemos saber qual a dieta adequada? Qual proporciona maior
redução de peso? Qual é mais saudável? Na verdade, qualquer alteração alimentar,
que proporcione redução calórica irá provocar o efeito de perda de peso – pelo
menos no início. Quando se restringe a quantidade de calorias fornecidas pela
alimentação, o corpo busca energia em suas reservas de gordura e de massa
muscular. Quando essa restrição é muito grande, a quantidade de energia
fornecida é insuficiente para a recuperação muscular, o que causa perda de
massa magra. Tanto a perda de gordura quanto a de músculos promove diminuição
do peso total.
No entanto o músculo é um tecido mais ativo que a gordura e sua
perda provoca desaceleração do metabolismo, ou seja, diminuição do gasto
calórico por dia. Assim, quanto mais músculos se perde, menos energia se
gasta e mais difícil será continuar com a perda de gordura.
Portanto a dieta
ideal é aquela que o indivíduo consegue se adaptar, perder gordura e preservar
a massa muscular e a saúde. Assim, a seguir esclareceremos alguns prós e contras de algumas dietas.
Descrição: Essas
dietas propõem uma redução drástica no consumo de carboidratos. Permitindo a
ingestão de proteínas e gorduras. Alimentos como carnes, queijos, ovos, leites
com restrição de carboidratos, podem ser consumidos à vontade. Outros com
quantidades pequenas de carboidratos podem ser incluídos com parcimônia:
castanhas, nozes, verduras.
Prós: Não há restrição de quantidade, desde que o a
Prós: limento esteja dentro do grupo permitido. Em algumas pessoas essas dietas
proporcionam maior saciedade, tanto pela quantidade de alimentos consumidos,
quanto pelo maior poder de saciedade das gorduras e proteínas quando comparadas
aos carboidratos. Causam rápida perda de peso nos primeiros 7 a 15 dias.
Contras: São dietas não balanceadas, por excluírem vários grupos
alimentares; causando deficiências de vitaminas, minerais e fibras,
principalmente presentes em frutas, verduras e cereais integrais. O consumo
acentuado de gorduras promove o aumento de LDL - colesterol (colesterol
“ruim”), podendo levar à aterosclerose (depósito de gordura nos vasos
sanguíneos e entupimento dos mesmos); além de aumentar o depósito de gordura no
fígado, podendo causar esteatose hepática (fígado gorduroso).
OBS: O
cérebro utiliza a glicose como fonte de energia; sem carboidratos consumidos
para fornecer esta glicose o corpo é forçado a realizar uma reação no fígado
que transforma gordura em glicose; no entanto esta reação produz várias
substâncias tóxicas para o nosso organismo: os corpos cetônicos. Estas
substâncias promovem um estado de cetose em nosso corpo, o que leva a náuseas,
fraqueza, enjôos, dores de cabeça, e mau hálito; em casos graves pode levar ao
coma. Para atletas e praticantes de atividade física, a exclusão do carboidrato
pode prejudicar a prática de exercícios e a recuperação muscular: causando
queda no rendimento e perda de músculos. A perda rápida de peso ocorre
principalmente por perda de água e glicogênio muscular (glicose estocada nos
músculos – que auxilia no desempenho durante os exercícios).
II – Dieta da Sopa
e Dieta das Frutas (ou das
frutas ou verduras)
Descrição: Substituição das refeições por sopas ou
por frutas e verduras.
Prós: Não há restrição de quantidade e a perda de peso ocorre rapidamente nos primeiros dias.
Contras: Este “benefício” de
rápida perda de peso ocorre devido à restrição severa de calorias. É
uma dieta muito difícil de seguir por ser muito restritiva. Nestas
dietas ocorre uma insuficiência de proteínas, minerais e vitaminas
lipossolúveis, podendo levar a carências no organismo. Essa restrição pode
levar à “ânsia” por outros alimentos não permitidos, trazendo o efeito rebote.
A perda de massa muscular é intensa, pois não há energia suficiente para
recuperação e manutenção dos músculos.
III – Dieta do Glúten
Descrição: Na dieta do glúten propõe-se a eliminação do consumo de
glúten (glúten é uma proteína presente nos cereais: trigo, centeio, cevada e
aveia). Os defensores desta dieta afirmam que o glúten é responsável por várias
doenças do mundo moderno: diabetes, obesidade, colesterol e triglicerídeos
elevados, problemas intestinais, dentre outros.
Prós: Esta dieta pode ser
balanceada, desde que se substituam os cereais proibidos por alimentos
equivalentes como: polvilho, batata, arroz, milho, fubá, mandioca... Ocorre
perda de peso caso se elabore uma dieta restritiva. Caso seja uma dieta
hipercalórica, não proporcionará a perda de peso esperada. Para indivíduos com
doença celíaca (caracterizada por uma alergia ao glúten que induz à produção de
anticorpos que agem no intestino delgado, atrofiando-o) a retirada do glúten é
um tratamento eficaz para controlar os sintomas da doença: diarréia, distensão
abdominal, fraqueza, desnutrição.
Contras: A eliminação do glúten da dieta
acarreta a eliminação de vários alimentos ricos em carboidratos.
Caso estes cereais proibidos não sejam substituídos, pode ocorrer falta de
energia, ocasionando fraqueza, dor de cabeça e perda de massa muscular.
OBS: Não existe embasamento científico na afirmação de que o glúten cause problemas
de saúde em pessoas não alérgicas ou sensíveis a ele. Caso o indivíduo seja
alérgico, sua eliminação é realmente imperativa para a melhora da saúde (assim
como no caso de qualquer outra alergia, a substância alergênica deve ser
eliminada).
Neste caso a seguir dica de alimentos para pessoas que realmente apresentem alergias ao glúten
Descrição: Dieta que propõe o controle alimentar a partir do
Índice Glicêmico. O
Índice Glicêmico (IG) se refere à rapidez com que se altera a glicemia (glicose
sanguínea), após o consumo do alimento. Alimentos com alto IG alteram
rapidamente a glicemia, elevando-a. Caso a glicose esteja em excesso, será
armazenada na forma de gordura corporal. Alimentos com baixo IG liberam açúcar
no sangue de forma lenta, e pouco alteram a glicemia. Oferecendo energia
constante para o bom funcionamento do corpo, mas não em excesso.
Prós: Pode
proporcionar uma alimentação balanceada, rica em vitaminas, minerais e
fibras. Pode ser benéfica aos diabéticos, devido ao controle da liberação do
açúcar no sangue. Pode ser usada na perda de peso ou no ganho de massa
muscular, dependendo da quantidade de energia, e proteínas oferecidas na dieta.
Contras: Alimentos com baixo IG não necessariamente são saudáveis ou
pobres em gorduras ou calorias (batata frita, por exemplo, tem baixo índice
glicêmico). Portanto, se a intenção é a perda de peso e a saúde, deve-se
controlar a quantidade e qualidade do que se ingere, mesmo que sejam alimentos
de baixo IG.
O maior problema é que as pessoas não querem
emagrecer, mas sim serem emagrecidas com o auxílio de uma “estratégia mágica”.
Querem que o peso adquirido e cultivado por anos desapareça sem esforço em um
mês. Na verdade o processo de emagrecimento envolve mudança de hábitos que
devem ser cultivados por toda a vida. Não existe dieta pronta ideal, mas sim
aquela que é adequada às necessidades particulares de cada um. Para uma perda
de peso saudável, o ideal é ter uma alimentação que contemple a sua
individualidade, sua rotina e gasto de energia no dia (atividade física,
trabalho, horários). É importante assimilar a execução de uma dieta como uma
REEDUCAÇÃO ALIMENTAR, que trará resultados a curto, médio e longo prazo.
Portanto, fazer uma dieta por 1 ou 2 semanas para depois voltar a hábitos
antigos não traz resultados duradouros.
DICAS DE ALIMENTAÇÃO QUE FAZEM BEM A SAÚDE




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